sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Assim na vida como no jornalismo



Ao ingressar na faculdade de jornalismo achava que o que aprenderia só poderia ser aplicado no âmbito profissional. Tinha a visão de que o jornalista além de ser aquele que sabe falar sobre qualquer assunto, era aquele que descrevia os fatos como eles são, que fala o que pensa sem que seu pensamento seja influenciado por outrem.
No entanto, os ensinamentos que me foram passados na faculdade, contradisseram com a visão que tinha anteriormente à respeito dessa área. Aprendi que o jornalista obrigatoriamente manipula a informação para expor somente aquilo que é de interesse do seu patrão. Ele não pode dizer publicamente no jornal o que pensa, pois lhe convém defender a opinião do dono do jornal.
A imparcialidade é um elemento muito citado, que defende a neutralidade do jornalista diante dos fatos. Porém, sabemos que a imparcialidade é impossível a qualquer ser humano, um ser histórico, inserido no contexto.
Assim como no jornalismo a vida é cheia de contradições onde pessoas manipulam a verdade dos fatos, enquanto outras buscam fazer o que lhes é conveniente. Como não poderia ser diferente, há aqueles que tentam ser imparciais diante dos acontecimentos, saber as versões de ambas as partes, não tendo outra saída a não ser analisar e formar uma opinião que será favorável a uma das partes, apesar de nunca ter certeza se realmente é a certa.
Essa história de neutralidade está longe de ser verdade, já que é impossível um ser humano estar alheio ao que acontece ao seu redor e não indignar-se ou posicionar-se sobre o assunto. O jornalismo é feito de contradições ou a vida que é feita de contradições?

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