quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Adeus ano velho...

Mais um ano se passou e com ele lutas, vitórias, tristezas e alegrias.
2010 para mim foi um ano maravilhoso onde muitas de minhas metas foram alcançadas graças à Deus. O ano começou bem e assim continuou até o fim. De fato, entrar o ano novo na presença de Deus o torna abençoado, e logo no início realizei meu sonho de entrar na faculdade e me batizar, consegui trabalhar ainda que temporariamente, e de brinde ganhei um namorado maravilhoso que é um príncipe para mim. O assalto de ontem não foi suficiente para estragar nem um pouco deste ano para mim.
Muitas pessoas irão entrar o ano novo em festas e fazendo simpatias. Deixo a dica para que você pense e escolha na presença de quem você quer estar na passagem deste ano, deixe de lado a bebedeira pois por causa dela acontecem muitos acidentes. O melhor é estar na igreja, junto com a família ou os dois.
Enfim, só tenho a agradecer por este ano e pedir que minhas novas metas sejam alcançadas e quem sabe eu ganhe outro brinde surpresa. =)


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eu Tentei

Tentei ser sua amiga, mas você se recusou a aceitar minha amizade. Bem, talvez tivesse razão, amizade é um pouco demais, mas confesso que realmente acreditei nessa possibilidade, conhecendo bem a sinceridade do meu coração e a disposição em cobrir o mal com o bem, acreditei. De qualquer forma, o que fiz foi para tentar quebrar o "iceberg" que havia entre nós. Não fiz isso por acaso, ou para perturbar-lhe, fiz porque apesar de minhas impulsividades tenho uma grande sensibilidade e a mania de analisar as pessoas de acordo com o que fazem. Não que eu tenha feito algo tão grave assim, mas minhas conclusões trouxeram peso à minha consciência e ao mesmo tempo dúvida se fiz um grande mal ou um grande bem. Talvez você tenha motivos para me odiar, talvez não. Talvez eu tenha motivos para odiá-la, talvez não. Se pararmos para analisar nenhuma de nós tem culpa por tudo que aconteceu, as coisas simplesmente aconteceram assim. Espero que esteja livre do que a faz ou fez sofrer, porque sabendo que está livre serei livre também, do peso que não me é justo. Enquanto durar esta incerteza, e tudo isso não for esquecido, pelo menos por mim, me verei sendo a vilã que não machuca fisicamente, mas fere a ferida dos sentimentos que TALVEZ você ainda tenha por aquele que não está mais com você, e não quero fazer este tipo.

(--> T.K.)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Clima" de Natal


Está chegando o natal, uma data em que os ânimos ficam amenos, algumas pessoas esquecem por um momento suas divergências com outras, lembram-se de ajudar as pessoas necessitadas, além de ser uma data que deve ser SEMPRE para comemorar o nascimento de Jesus.
Reunir a família é bom, mas não deixe que o principal objetivo se torne o de trocar presentes. Lembre-se que as pessoas carentes não sentem fome apenas no Natal e doar brinquedos uma vez no ano para crianças pobres não resolve os problemas que elas enfrentam todo o ano, a solidão, o abandono, os maus tratos. Mais que doar brinquedos, doe amor.
Não aproveite da festividade para se embriagar, e não deixe que a figura do papai Noel se sobressaia, esqueça-a totalmente, afinal, devemos ter consciência do que estamos comemorando e que o aniversariante, Jesus, não aprova bebedeira muito menos que o Papai Noel - que nem existe - tome o seu lugar nos lares, mentes e corações de adultos e principalmente de crianças.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Assim na vida como no jornalismo



Ao ingressar na faculdade de jornalismo achava que o que aprenderia só poderia ser aplicado no âmbito profissional. Tinha a visão de que o jornalista além de ser aquele que sabe falar sobre qualquer assunto, era aquele que descrevia os fatos como eles são, que fala o que pensa sem que seu pensamento seja influenciado por outrem.
No entanto, os ensinamentos que me foram passados na faculdade, contradisseram com a visão que tinha anteriormente à respeito dessa área. Aprendi que o jornalista obrigatoriamente manipula a informação para expor somente aquilo que é de interesse do seu patrão. Ele não pode dizer publicamente no jornal o que pensa, pois lhe convém defender a opinião do dono do jornal.
A imparcialidade é um elemento muito citado, que defende a neutralidade do jornalista diante dos fatos. Porém, sabemos que a imparcialidade é impossível a qualquer ser humano, um ser histórico, inserido no contexto.
Assim como no jornalismo a vida é cheia de contradições onde pessoas manipulam a verdade dos fatos, enquanto outras buscam fazer o que lhes é conveniente. Como não poderia ser diferente, há aqueles que tentam ser imparciais diante dos acontecimentos, saber as versões de ambas as partes, não tendo outra saída a não ser analisar e formar uma opinião que será favorável a uma das partes, apesar de nunca ter certeza se realmente é a certa.
Essa história de neutralidade está longe de ser verdade, já que é impossível um ser humano estar alheio ao que acontece ao seu redor e não indignar-se ou posicionar-se sobre o assunto. O jornalismo é feito de contradições ou a vida que é feita de contradições?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tempus Fugit


O que os tempos modernos estão fazendo com as pessoas? melhorando ou piorando a vida das pessoas? Vejamos.

Ao longo de sua existência o homem veio desenvolvendo técnicas e inúmeras ferramentas para facilitar a vida. Vendo por este ângulo podemos dizer que trouxeram benefícios, uma vez que tendo acesso às facilidades pode-se fazer muito mais coisas em menos tempo. Mas, a partir do momento em que as ferramentas ou objetos passam a ter valor comercial restrito, (considerando a atração pelas riquezas e a necessidade do homem de ser aceito), inicia-se uma corrida diária para conseguir cada vez mais desses recursos.

Todo mundo passa a maior parte da vida correndo entre estudos, trabalho, família, e é aí onde está a contradição da modernidade pois, as pessoas estão sempre tão ocupadas com coisas superficiais que não lhes resta tempo para olharem para si e identificarem o que elas precisam, o que realmente lhes trará felicidade. Estão muito ocupadas para olhar para o próximo, para estender a mão àquele que está fraco, acolher àquele que está abandonado, alegrar os que estão tristes, dar um sorriso e receber um sorriso, percebendo o quanto isso é bonito e gratificante. Ninguém tem tempo para dizer "Eu te amo", para enxergar a pessoa que vive ao seu lado e perceber suas qualidades e como ela é especial.

O tempo corre. Ou será que nós é que corremos demais?
Para aqueles que correm demais sem se dar conta, a vida passa como um sopro; para aqueles que fazem cada momento valer à pena, a vida se torna mais feliz. Quando morremos as coisas materiais ficam, mas aqueles que valorizaram as coisas simples e não deixaram passar a oportunidade de fazer alguém feliz e serem felizes, levarão a certeza de que cumpriram sua missão na terra; aqueles que passaram a vida correndo atrás do vento, levarão o remorso por terem deixado as oportunidades passarem.
E você, o que quer levar?

* Tempus fugit é uma expressão latina que significa "O tempo foge", mas que é normalmente traduzida como "o tempo voa".

terça-feira, 16 de novembro de 2010


"Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa acha-la-á.
Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que dará o homem em troca da sua alma?
Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras." (MT. 16. 24-27)


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Entrevista

Alan Cruz é Artista Plástico, natural de São Luiz do Maranhão, 21 anos, veio para Campina Grande com 3 anos de idade. Pintor do estilo Naïf, utiliza braile na pintura desde 2008.



(Entrevista concedida a Danielle Lima)

1- Como e quando você descobriu seu talento para pintar?

Eu descobri que tinha talento para pintar na escola polivalente no ano de 2005, quando foi promovido uma exposição de obras de arte desenvolvidas pelos alunos, na qual a minha funçao foi criar uma coleção para representar a escola no Festival Colegial de Arte que é promovido pelo Teatro Municipal de Campina Grande. Eu participei concorrendo com outras escolas e me classifiquei em primeiro lugar.

2- Como desenvolveu seu estilo?

Meu estilo não foi baseado em artistas, eu fui pintando e acabei descobrindo que o estilo que eu pintava era o chamado naif, que é um estilo que mistura pessoas com animais, pessoas com objetos, e assim sucessivamente.

3- De onde vem a sua inspiração?

A minha inspiração vem de momentos que passo ou de pesquisas em que busco ler histórias, além do que está acontecendo e penso o que posso criar a partir disso.

4- Como foi a sua primeira exposição?

Minha primeira exposição foi no teatro municipal com 20 telas sobre a beleza feminina. Com essa exposição fui para o São Paulo Fashion Week na bienal de artes.

5- Relacionando a arte ao contexto social, o que ela reflete sobre a atualidade?

A arte reflete o que está acontecendo no mundo, como por exemplo o aquecimento global. Expressa o momento.

6- Na sua opinião, o que falta para aumentar o interesse dos jovens pela arte?

Eles precisam sair da alienação. Precisam de incentivo dos pais, ter bom gosto, uma boa educação.





quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Querer evitar o inevitável


Tenha medo de amar!
O amor só acontece uma vez na vida e não se deve desperdiçá-lo com quem não merece.
O medo de amar é a melhor forma de protegê-lo intacto até que você tenha certeza de que pode libertá-lo e que tudo irá valer a pena. Assim você evita sofrimentos e poderá viver intensamente este sentimento que é ao mesmo tempo sublime e desastroso.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um paradoxo chamado Vida!


Ela queria que o tempo parasse por um instante para poder se recolher em seu lugar predileto e observar tudo que há em volta, não pensar em nada, não ter que se preocupar com as horas, nem com os afazeres.

Queria entender porque as pessoas mentem, sentem antipatia por quem nada fez para isso, humilham outras pessoas como se fossem superiores quando vieram do mesmo pó e ao pó retornarão igualmente.

Ela queria encontrar no mundo alguém que pudesse oferecer uma amizade verdadeira, totalmente destituída de inveja, falsidade, competitividade, mas percebeu que é mais fácil encontrar um homem que a compreenda do que uma amizade feminina com tais características, salvo a de mãe.

Queria encontrar o seu príncipe encantado, e encontrou. Mas, aprendeu que mesmo que se encontre o príncipe encantado e o mesmo encontre sua princesa "indefesa", nem sempre a história termina como nos contos de fadas.

Um dia entendeu que o tempo, as pessoas, as amizades, o amor, até o amor em algumas situações, são passageiros. O sentido da vida é que esta não foi criada para as pessoas e sim para o seu criador. Não se vive para este mundo.

Pode-se pensar talvez, que vive-se para a morte. As atitudes tomadas e as escolhas feitas aqui, decidirá onde cada um irá após esta vida, ou a morte.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Grito da alma em silêncio


Parte de mim é o meu silêncio.
Outra parte é a frivolidade, a desilusão, a indiferença.
Sinto-me uma morta-viva ambulante sem saber ao certo onde vou chegar.
Pode alguém sentir-se vivo, ou humano sem amar?
É certo que sem amor a vida perde o sentido pois, por mais que você faça, estudos, trabalho, ter muitos bens, fazer caridade, nada tem valor porque sem amor o tudo é nada.
Você deve estar pensando: Que texto melancólico!
Antes fosse! No vazio em que me encontro nem a melancolia, nem o tédio me alcançam, apenas a inércia.
Tudo que posso ouvir são os ecos dentro do meu vazio.
O que me faz nunca desistir de tudo na vida, e recomeçar ao amanhecer é a esperança, ainda que como um broto em meio a terra seca, de que há alguém que está mais alto que é abundante em vida e amor e quer dividí-los com os que querem, nos quais eu me incluo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aos que não nos enxergam

Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.

Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.

Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?

Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.

Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.

Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.









Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outro lado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz...”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”*

Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.

* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque

Fernanda Young